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JUNIOR OMNI - 1980 = 11 MESES

Quando decidi sair da casa de meus pais no ano de 2004, eu sabia perfeitamente o que eu queria.

Eu queria ser livre, não dos meus pais, mas; livre dos meus fantasmas e dos meus traumas. Eu reconheço que fui rebelde na minha infância e adolescência.
Mamãe brigava comigo por que eu não era um menino “normal”, eu era o mais terrível da família, por isso eu apanhava direto.

Mas eu não ligava muito para as feridas, as surras, os xingos, etc.
Eu queria me tornar adulto depressa para então ter minha vida livre, a minha “liberdade” sem a interferência dos meus pais, que para mim era como uma “grande prisão”.

Eu sabia que eu não havia nascido em vão, eu tinha dentro de mim muitos sonhos.
Toda vez que eu aprontava alguma coisa errada, eu pagava o “preço” pelo meu erro; papai sempre gostou das coisas certinhas, e eu, um “filho rebelde” nunca aceitava as duras repreensões dele, por qual motivo não sei, só sei que eu não aceitava.

Eu sempre pensava que eles não gostavam de mim, por isso me batiam, então fui crescendo com ódio de mim mesmo, e através do rock ‘n’ roll, pude encontrar algumas “respostas” para a minha vida que desde cedo foi conturbada psicologicamente.

Aos doze anos de idade eu comecei a fumar, para me sentir “adulto” o bastante, mas percebi que essa idéia não me fez bem, pois me tornei um viciado, e para abandonar esse vício maldito foi um tremendo sacrifício para mim.

Lembro-me do Sr. Júlio, meu vizinho, um homem trabalhador e muito sério, embora não sabia se abster do álcool, era uma grande personalidade para mim.
Foi teólogo, dedicou-se á vida cristã desde sua adolescência, mas; com o passar do tempo, o álcool tornou-se um demônio que o escravizou pelo resto de sua vida, e esse foi o seu fim, a cirrose cruzou o seu caminho e o venceu.

Ele me ensinou várias coisas boas e aproveitáveis durante os seus anos de vida, aprendi com ele que: “o trabalho dignifica o homem” e uma série de valores morais, que por incrível que pareça, mesmo ele não sendo um bom exemplo para mim - um adolescente – ele compartilhava comigo suas experiências na adolescência e também me falava das suas “namoradas”.
Com ele aprendi muitas verdades bíblicas, muitos pontos de difícil interpretação.



Em janeiro de 2004 eu decidi arrumar as minhas “malas” e viajar para São Vicente, litoral paulista, estava disposto a vencer na vida a qualquer preço, sempre tendo em mente as palavras que o Senhor Deus disse á Abraão:

“...Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. ...” Gênesis 12:1.

Faziam dois anos que eu havia me convertido ao evangelho de Jesus Cristo, e por esta razão eu não me imaginava mais morando com os meus pais na mesma casa.

Minha vontade era sair para pregar o evangelho ás pessoas que estão cegas neste mundo materialista, onde sempre reina quem tem mais dinheiro para esbanjar com seus luxos e suas vaidades terrenas.

Ao avisar a minha querida mãe ela me disse:

“_olha meu filho, a casa dos outros nunca é como a casa da gente, pense nisso...”

Mas, em meu coração, eu tinha um desejo enorme de sair para uma grande missão: espalhar a mensagem da cruz por todos os lugares que eu passasse.
Despedi de meus familiares na cidade de Suzano, na grande São Paulo, e parti sem saber o que o futuro me reservava.

Cheguei na casa da minha avó Josefa (que já se encontra nas mansões celestiais com o Senhor Jesus) lá pude notar em seu rosto a expressão de alegria ao me ver chegar.

Eu me alegrei muito ao rever meus familiares e aproveitei para matar a saudade, agora eu estava vivendo uma nova vida, ao lado do Senhor Jesus Cristo.
Muitos ficaram admirados com a minha presença, outros estranharam meu comportamento mudado, diferente, inédito.

Eu testemunhava da fé em Cristo Jesus para todos, e diante de todos também exaltava o nome do Senhor dos Exércitos.

Mas, com o passar do tempo as lutas e as provações começaram a me ameaçar, porém nunca desanimei, nem abandonei a fé, como um soldado valente na guerra eu permaneci orando e pedindo forças ao Senhor Jesus para vencer e não envergonhar o seu Santo Nome.

Eu havia abandonado os meus estudos aos quinze anos de idade, e nunca mais tive forças para continuar, confesso que me arrependi, pois vi muitos dos meus amigos de escola se formando e seguindo um caminho de sucesso profissional e eu, ficando para trás.

Meus pais brigavam comigo e me falavam sobre o meu futuro, diziam-me que se eu não terminasse os meus estudos a minha vida não teria progresso nenhum, mas eu pensava que eu poderia vencer mesmo sem os meus estudos terminados, e assim, não fazia esforço nenhum para estudar novamente.

Ó Deus, Quanto tempo eu perdi!

Eu só pensava em “namorar” “curtir” “baladas” “bebidas” “zoeira” “festas”, e nada de pensar no meu futuro.



Mas quando completei vinte anos percebi que as coisas começaram a mudar para mim, eu me olhava no espelho e via um rosto diferente daquele sem um fio de barba de anos atrás.



Minha adolescência havia passado como num piscar de olhos, e eu ainda estava parado no tempo, sem uma profissão, nem uma carreira, sem emprego, triste sozinho dentro de casa e vazio por dentro.

Eu sempre gostei de artes plásticas e fazia algumas coisas estranhas para ocupar a minha mente, mas por falta de recursos eu nunca me senti motivado a continuar, mesmo assim eu mostrava para algumas pessoas as obras que eu fazia. Eu acreditava na sinceridade das pessoas quando me diziam que eu nasci com um talento especial dado por Deus para ser desenvolvido aqui nesta terra, só não tinha forças para encarar essa realidade e lutar até o fim.

Mas, dentro de mim haviam milhões de vozes que me diziam várias coisas, então eu não conseguia me concentrar em nada, tudo o que eu começava a fazer eu não levava adiante, e as pessoas percebiam isso e me chamavam de “sonhador”; “lunático” outras diziam que eu tinha “fogo de palha”, eu chorava escondido, sempre fui assim uma pessoa alegre e triste ao mesmo tempo, sentindo a falta de algo em minha vida.

E quando eu falo “falta de algo” eu não falo de dinheiro ou bens materiais, não me refiro a falta de uma namorada, até porque nunca tive nenhuma em toda a minha vida, as garotas que conheci foram “nuvens passageiras”, só serviram para me transformar na pessoa que sou hoje, e acredito que nessa vida nada é em vão, nada acontece por acaso.

Eu entrei num mundo estranho, que nem eu mesmo sei descrever. Quando criança fui “coroinha”, na Igreja Católica do Jardim São José, em Suzano – São Paulo.
Eu tive contato com as Escrituras Sagradas muito cedo, e aprendi que sem Deus o homem é apenas um boneco de barro, sem vida, sem alegria, sem rumo, sem propósito.

Eu confesso que lia a Bíblia diariamente, e assim pude “aprender” ou pelo menos tomar conhecimento do caminho certo, no qual toda a humanidade deve andar.
Havia paz em minha alma quando eu lia as Sagradas Escrituras em casa sozinho mesmo, sempre fui curioso para aprender o que havia escrito na Bíblia.

A minha avó Iraci sempre me dizia:

“_Você ainda vai ser um pregador do evangelho...
Jesus vai te usar para evangelizar muitas pessoas...”.


Eu escutava essas palavras e as guardava em meu coração, na verdade eu nunca deixei de escutar essas verdades ditas pela minha querida avó Iraci.



Lembro-me que num período de rebeldia, a minha avó me repreendeu por eu ter dormido com minha namorada na cama dos meus pais, numa ocasião em que eles viajaram e na casa ficou só eu e meu irmão mais velho.


Minha avó ficou muito brava, pois isso é abominação, eu profanei o leito dos meus pais em minha adolescência!
Quanta iniqüidade havia em minha mente na fase de adolescente!


Eu não tinha medo de nada, não temia a ninguém e aprontava uma atrás da outra, sem me importar com o que vinha pela frente.

Ás vezes eu ficava triste comigo mesmo, perguntando por que é que eu era assim, perturbado, rebelde e teimoso com meus pais.
Eu brigava com meus irmãos, e pensava em sair de casa desde cedo, com doze anos de idade esse era o meu plano.

Ás vezes num canto do quarto eu me sentia a “ovelha negra da família” e chorava imaginando a minha vida longe de casa. Mas, depois esses pensamentos iam embora e eu voltava a viver como um adolescente normal entre os meus irmãos.

Por mais que os meus pais se esforçassem para me dar o melhor nessa vida, eu fazia tudo ao contrário, e apanhava, não tinha jeito!

Alguns amigos tiravam sarro de mim por que eu apanhava direto, então eu fui crescendo ainda mais nervoso e frustrado, querendo sumir nesse mundo.

com o passar do tempo comecei a me aprofundar no rock 'n' roll para tentar me refugiar e me livrar dos meus "fantasmas"...





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Essa era a minha vida longe de JESUS: O SALVADOR...

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JESUS CRISTO É O MEU SENHOR E SALVADOR!

ETERNAMENTE


AMÉM




© JUNIOR OMNI – 2009





Tags: amor, batismo, cristo, céu, deus, divino, eternidade, graça, jesus, paz

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