A Segurança em Cristo
Texto Áureo: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13)
I - Considerações iniciais
Ao final de mais um trimestre somos gratos a Deus pelo privilégio de aprender um pouco mais sobre o amor de Cristo por nós e sobre a vida cristã. O apóstolo João, inspirado por Deus, nos leva a um mergulho em verdades fundamentais para quem deseja seguir a Jesus de perto.
Entre as suas grandes doutrinas, os pentecostais crêem que um Céu real é o destino daqueles que aceitam a Jesus como Salvador. E uma das primeiras atividades do Espírito em nossa vida é confirmar a salvação recebida. Esta é uma certeza e confiança que só o Espírito Santo pode conceder. Sem tal certeza, nossa salvação seria superficial. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
II – A certeza da vida eterna
A alegria que reina no coração do crente advém da absoluta certeza e convicção de que tem a salvação. É o Espírito dentro do crente quem fortifica essa confiança na Salvação recebida. Quem salva é Jesus e quem dá a certeza da salvação é o Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” (Gl 4.6)
A Vida Eterna é garantida par o crente que vence o pecado, que “anda no espírito”. O Espírito Santo é quem habilita o crente a ser vitorioso, baseado no poder da obra expiatória de Cristo.
Temos a Viva Esperança de que “assim como é o veremos” (I Jo 3.2). Isto é o que faz com que continuemos a nossa luta contra o “pecado que tão de perto nos rodeia” (Hb 12.1).
Todos os redimidos terão corpos semelhantes ao corpo ressurreto de Cristo, um corpo incorruptível e imortal, esta é a Glória eterna que buscamos.
III – Deus ouve as orações.
Está acontecendo uma guerra, uma guerra espiritual. A batalha é intensa e bem real. Satanás está tentando agressivamente roubar e destruir nossos filhos, nossas famílias, nossos irmãos em Cristo, a nação e o mundo.
No entanto o crente tem uma arma poderosa e infalível contra os poderes das trevas: A oração!
Jeremias 33.3 diz: “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.”.
Quando chegamos a Deus em oração, Ele faz transformações. A ansiedade e o temor são transformados em fé e em maior dependência de Deus. A depressão e o pesar são trocados por um espírito de louvor. As nossas reclamações e irritações se transformam em ações de graça. O desespero e o desânimo se transformam em esperança. Quando entendemos que precisamos ser justos diante de Deus e dos homens para podermos chegar com as nossas petições ao Trono de Deus, o nosso coração é transformado e purificado.
Quando intercedemos a Deus por alguém em oração, estamos ofertando em presente e inestimável valor. Não existe maior presente que possamos dar a quem amamos. Quando dedicamos parte do nosso tempo para orarmos em favor dos alunos, dos enfermos, dos tristes e oprimidos, somos os primeiros a sermos abençoados. A oração intercessora transforma e abençoa o intercessor.
A oração, de fato, é um relacionamento contínuo e crescente de amor para com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Quando Jesus se torna o centro de nossa vida, os nossos olhos da fé se abrem e podemos ver claramente a sua bondade e fidelidade.
O Senhor nos promete em Jeremias 29.12 e 13: “Então me invocarei, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração.”. Quando encontramos o nosso Pai, o Deus Todo Poderoso, o Rei dos reis que é o nosso Salvador e amigo, então podemos descansar nEle.
E quando chegarmos aos céus saberemos verdadeiramente tudo o que Ele fez através das nossas orações.
IV – O crente e o Novo Nascimento
“A cruz é uma coisa radical”, dizia A. W. Tozer. “A cruz de Cristo cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos, nem as nossas reputações cultivadas. Ela derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente livre, novo e cheio de boas obras.”.
O Cristianismo corrente desviou-se dos padrões que Jesus estabeleceu. Não prega contrastes, mas semelhanças, não na direção da moda corrente, a fim de torná-lo aceitável ao público. Oferecem facilidade esquecendo que foi na Cruz que cristo derramou seu sangue purificador para que pudéssemos ter nossos pecados perdoados.
O verdadeiro Cristianismo nunca faz concessão para o pecado, não cede para o “politicamente correto”. Quem prega a Palavra de Deus não pode ser um “diplomata”, mas um profeta. O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e dos homens é falso em relação à Bíblia. Não existe Salvação sem transformação.
A palavra santificar significa separar, somos separados para sermos usados pelo Senhor com todo nosso ser. Se somos templo do Senhor para que a Salvação se manifeste em nós, devemos cuidar, não só da alma e espírito, mas também do corpo para que o pecado não nos prive da graça de Deus.
A idolatria é e sempre foi um instrumento muito forte de Satanás para separar e afastar o ser humano de Deus. Não somente a idolatria encontrada no mundo, mas também da sutil idolatria dentro das igrejas evangélicas, onde se adora cantores, com multidões gritando histericamente. Também muitos pregadores acabam tornando-se ídolos. É a criatura tomando o lugar do Criador.
Vemos também isso com bastante tristeza em muitas igrejas “neopentecostais”, que usam símbolos fora do contesto bíblico substituindo o divino pela coisa. Vendem óleo ungido, sal grosso, alianças, lenços etc. que é isso se não idolatria? Estamos vivendo o tempo da moderna idolatria.
Temos que ficar atentos quanto a esta cilada do inimigo, pois da mesma maneira que existem as romarias para Aparecida em São Paulo, muitos são os evangélicos que rumam em direção a templos ou locais onde acham que serão mais abençoados. Combatamos com firmeza qualquer coisa que tente infiltrar o princípio idolátrico em nosso meio. Toda idolatria no meio do povo de Deus deve ser combatida. Que toda honra e glória sejam dadas ao Senhor dos Senhores.
V – Considerações Finais
“Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 5.21).
A salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé que inclui arrependimento, obediência, dedicação e fidelidade a Jesus.
Que o espírito nos capacite a viver de acordo com as diretrizes espirituais que a Palavra de Deus tem para os que “vivem segundo o espírito, e não segundo a carne.”.
Bibliografia utilizada
- Artigos Históricos do Mensageiro da Paz. Vol 3
- Quando as mães oram. Cherri Fuller
Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.
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