O U.S. Geological Survey Earthquake, que reúne dados das estações sismológicas da América Latina, registrou às 18h15 da segunda-feira 15 de junho, um terremoto de 4,8 graus na escala Richter em Mato Grosso do Sul (foto ao lado). Segundo a organização internacional, o epicentro ocorreu a 245 km de Campo Grande e 190 km de Corumbá, em pleno Pantanal.
O tremor foi sentido com maior força em um raio que engloba a região pantaneira, Coxim e Rio Verde, mas também atingiu os municípios de Pedro Gomes, Rio Negro, Sonora e São Gabriel do Oeste. Em fazendas na região da Nhecolândia, peões relataram tremor forte de terra. Na Capital, moradores também garantem ter sentido o abalo.
Em Coxim, a Prefeitura percorreu, com a PM, os maiores bairros da cidade para verificar a dimensão do problema. “Mas por enquanto foi só o susto mesmo, não há casas danificadas. Algumas escolas suspenderam as aulas para segurança dos alunos”, conta a prefeita Dinalva Mourão.
Mas não houve situações de desmoronamentos ou avarias significativas em casas ou prédios. Alguns vidros quebraram e moradores acionaram os bombeiros por perceberem rachaduras em paredes, mas não houve confirmação de estragos. No momento do tremor, a ordem foi de evacuar os prédios. Apesar de duração entre 5 e 10 segundos, em residências, escolas e órgãos públicos as pessoas saíram e esperaram tudo ficar mais calmo na rua.
Esse tipo de tremor é descrito como “ligeiro” e dificilmente provoca estragos. Os mais sérios são os que ultrapassam a magnitude dos 6,1 graus. Mas esses impactos dependem também das condições do solo, dos prédios e a densidade demográfica.
Mas a exemplo de Mato Grosso do Sul, no ano passado, tremores de 3.8 graus assustaram a população no Ceará. Em dezembro de 2007, abalo um pouco mais significativo, de 5 graus, matou uma criança e deixou seis pessoas feridas na comunidade rural de Caraíbas, no município de Itacarambi, no Norte de Minas Gerais. Várias casas foram destruídas. A magnitude mais alta é de 9 graus, mas só foi registrada 3 vezes no mundo, desde a criação da escala Richter.
Em Rio Verde, teve gente que até fez promessa pensando que fosse morrer como a doméstica Terezinha de Souza Silva. Ela fez compromisso em parar de fumar, caso se salvasse, mas depois que o terremoto passou acabou fumando de novo.
(reportagem de João Humberto, Campo Grande News,
http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=294642)
COMENTÁRIO - Todos sabem que um dos sinais que a Bíblia adverte como sendo do fim dos tempos é o terremoto. Conheci uma pessoa que dizia que não há aumento de terremotos na atualidade; é que, segundo raciocinava, terremoto sempre houve mas a terra era pouco habitada e muitos tremores não foram testemunhados, por terem ocorrido em regiões desertas ou remotas. Pode ser, mas também ninguém pode negar que de uns tempos para cá de fato houve aumento na atividade sísmica, em todo lugar. Já tivemos terremotos, recentemente, em Minas Gerais, litoral de São Paulo, no Nordeste e agora no Pantanal. Felizmente são de baixa intensidade e quase não deixam vítimas como em outros lugares, mas temos que ficar atentos. A Palavra de Deus não falha e nos dá sinais para que não sejamos pegos de surpresa: "Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem." (Lucas 21:26). Você está preparado(a)?
(publicado originalmente em
http://aultimanoticia.blogspot.com/2009/06/tremor-em-mato-grosso-do...)
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